Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
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6ª edição - ano II - Janeiro / 2010

 

Olá, amigos! Bem-vindos à nossa primeira edição de 2010!

 

Desculpem-nos pela demora da atualização (já estamos no finzinho do mês), mas como também somos filhos de Deus, aproveitamos alguns dias de férias e nos deixamos levar por uma boa e pequena preguiça. Mas estamos aí novamente com novos textos, novas artes e novo ânimo para esse ano que começa cheio de boas expectativas.

 

Um grande abraço a todos e, boa leitura!

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Café Versailles 
 
 

Numa noite, no Café Versailles, sentou-se à mesa um casal de pingüins. Pediram café, batatas fritas e bananas secas. Comeram tudo com muita calma, enquanto olhavam as sancas do teto que lhes transportavam a um tempo de antes. Num certo momento, lembraram-se de que eram gatos e começaram a se lamber indecentemente. Então, quando já não havia mais jeito, pularam pela janela onde havia uma cortina de renda branca, e ganharam a noite.

 

[  Marcelo Souza  - 2008  ]

 

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Tentativa nº 4 de Poesia a duas vozes e quatro mãos

 

 

Você é linda.
Como?
Como "como"?
Como linda?
Como "como linda"?? Ora, como... como... como tudo.
Como cheiro, como toco, como bebo, como como.
Como, como, como, como...
Linda como vejo... como encosto, como aperto, como amasso, como mordo, como mastigo.
Linda como cheiro, como escuto, como ausculto...
Linda como imagino, como sinto. Como realizo.
Linda como respira, como transpira, como derrete. Como arfa.
Linda como suspira. Como levita. Como me inspira. Como goza.
Linda como se encaixa. Como se deixa. Como me acha. Como desliza. Como oferece, como conquista.
Linda como avança...

Você é linda.
Linda como se abre, como me cabe, como me abarca, como me inunda.
Linda como me toma, como me leva, como me doma.
Linda como... como...
Linda como suas mãos, como pés, boca, olhos, nariz, ouvidos, seios... como...
Linda como Mulher, como menina, como ser.
Linda como Presente, como vive, como modifica.
Linda como viço...

Linda como... ...
Cabelos, pelos, como gritos, como saliva...

Como orvalha, liquefica, brasa... viva...

Linda como me acende, me dobra, me amplia... me envolve, como me dissolve...
Me esvazia.
Linda como me some... soma. Soma. Soma...
 

[  Máximo Heleno  -  2010  ]
 

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Poema
 
 
O braço da mulher
 
Em devagar fotogenia de Besson
(des) abraça.
 
A tarde noitinha na íris cópula.
O punhal sujo rubro desse ósculo
Viola o ciclo
 
O amor fecundo é branco mênstruo.
 
[  Luiz França  - 2005/06  ]  
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publicado por Interseção às 01:22
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